Os princípios Gerais na Arte de Educar, conforme Teresa Verzeri fundamentam a prática pedagógica, através da concepção de educação e dos pressupostos teóricos dos colégios da Instituição Verzeri.
Testemunhar é declarar ter visto, ouvido ou conhecido. É manifestar, expressar, revelar. É confirmar, comprovar. Dar testemunho não é resultado de uma programação. Testemunho é conseqüência. O testemunho é um dos princípios educacionais, onde a ação de presença é evidenciada pelos valores éticos da convivência e nas relações humanas, que acontecem no diálogo, que deve ser permanente.
O processo de educação autêntica desperta e desenvolve valores, aprofundando-os e orientando o educando para o exercício constante do discernimento, pela participação e a liberdade.
Nessa perspectiva, o processo educativo passa a ser entendido como prática da liberdade. A escola se transforma, assim, num espaço de atuação mais livre, espontânea e igualitária, na qual cada educando passa a se constituir sujeito de sua própria história, construindo uma personalidade autônoma e livre, através da liberdade de ação e de escolha.
Vislumbrando a educação como um constante desafio à acolhida e às relações de qualidade, a escola cria condições que favoreçam a comunhão e a participação dos educandos entre si, com os educadores, familiares e, enfim, com toda a comunidade escolar, numa vivência que conduz à experiência da amorosa filiação de Deus.
Em educação, é necessário olhar as individualidades, respeitar as diferenças e o ritmo de cada um, conhecer os temperamentos e oportunizar uma liberdade responsável, porque cada educando é único. Santa Teresa Verzeri enfatiza a importância do conhecimento do temperamento dos educandos para sensibilizá-los e orientá-los eficazmente, considerando as diferenças individuais, como postura educativa.
A capacidade de discernir é uma exigência da condição humana. Implica o exercício de análise crítica da realidade com vistas à justa avaliação da mesma e o compromisso conseqüente de ações internas, posições mentais e cordiais, atitudes pessoais ou grupais, diante de acontecimentos, situações, problemas, pessoas, diante de si mesma e na relação com os outros, com o universo criado e com Deus.
Nossa sociedade é marcadamente multicultural, integrada por diferentes grupos, etnias, culturas e credos religiosos. Neste contexto, a escola precisa ser lugar de diálogo e boa convivência, para que as transformações sociais não se tornem desigualdades sociais, mas busca da paz e da inclusão de todos. Sendo assim, a construção da cidadania passa pela valorização das diferentes culturas, dentro da sua própria comunidade, e busca ultrapassar os seus limites, também no que diz respeito ao conhecimento.
Os costumes familiares dos educandos e sua bagagem histórico-sócio-cultural os acompanharão durante toda a sua existência. Por isso, é importante respeitar as diferenças com ponderação e prudência, para auxiliar o educando na compreensão e superação das próprias atitudes e comportamento.
Através de um profundo respeito a todas as formas de vida, em especial a do ser humano, nas suas diversas dimensões, os educadores verzerianos têm uma postura de inculturação, valorizando o diálogo ecumênico e inter-religioso tendo como pressuposto o Evangelho. Nossas escolas, como promotoras de uma educação evangélico-libertadora, iluminadas pelo Carisma da Congregação e seguidoras da pedagogia de Jesus.